quinta-feira, 10 de maio de 2007

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


O 3º ano de ensino na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts se aproxima. Porém um grande perigo ronda a escola: o assassino Sirius Black (Gary Oldman) fugiu da prisão de Azkaban, considerada até então como à prova de fugas. Para proteger a escola são enviados os Dementadores, estranhos seres que sugam a energia vital de quem se aproxima deles, que tanto podem defender a escola como piorar ainda mais a situação.

3 comentários:

cinema disse...

Depois de assistir a Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban, adaptação do terceiro livro sobre as aventuras do jovem bruxo criado pela inglesa J.K. Rowling, a primeira conclusão que me veio à cabeça foi de que a série só saiu ganhando com a saída de Chris Columbus, diretor dos dois primeiros filmes, e a entrada em cena de Alfonso Cuarón, responsável por levar aos cinemas esta nova aventura.

O diretor, responsável pelos bem-sucedidos E Sua Mãe Também e A Pequena Princesa, conseguiu superar um obstáculo que parecia intransponível para Columbus, que era o de deixar a história atrativa também para os que nunca leram um livro de Harry Potter. Cuarón acrescentou mais ritmo, humor e aventura ao filme e não perdeu muito tempo tentando explicar com detalhes qualquer geringonça mágica que aparece em cena – como era praxe nos longas anteriores. Desta vez, a história flui sem maiores interrupções.

Não se pode negar, contudo, que o diretor e o roteirista Steve Kloves se beneficiaram do próprio enredo de O Prisioneiro de Azkaban, eleito por muitos leitores como o melhor livro da série. Neste terceiro filme, os personagens se humanizam e passam por transformações de ordem pessoal. Harry Potter, entrando na adolescência, não tolera mais os tios e foge de casa. A relação entre ele e os amigos Rony e Hermione amadurece e não é mais permeada por infantilidades como antes. Além disso, o filme flerta com temas como traição, discriminação entre classes, racismo e crises de identidade, o que ajuda a aproximar a trama do público.

Entre os novos perigos que Harry terá de enfrentar desta vez estão os temidos dementadores, sentinelas da prisão de Azkaban, que sugam a alma e a felicidade de quem encontram pelo caminho. Eles estão à procura do foragido Sirius Black (Gary Oldman), que seria braço direito de Lord Voldermont e responsável indireto pela morte dos pais de Harry.

Entram em cena também os animagos, bruxos (do bem ou do mal) que se disfarçam de animais, a criatura mágica Bicuço, um ser metade águia metade cavalo chamado hipogrifo, e a desmiolada professora de adivinhação Sibila Trelawney, interpretada com irreverência por Emma Thompson.

Fãs de velha data e marinheiros de primeira vão curtir.

cinema disse...

Inicialmente gostaria de confessar uma coisa: não havia lido nenhum livro da série “Harry Potter”, de JK Rowling, até poucas semanas antes de assistir “O Prisioneiro de Azkaban”. Foi quando percebi o quão vergonhoso e sem sentido era alguém que gostava tanto da adaptação para o cinema não ter lido nem o primeiro livro, e resolvi ler “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. O resultado disso: em poucos dias já tinha lido o quinto livro ("Harry Potter e a Ordem de Fênix") e agora me junto aos fãs da autora que têm profundas crises de abstinência enquanto esperam pelo lançamento do sexto.
O único problema em entrar para este grupo de fãs é que estes possuem uma característica presente em todos aqueles que idolatram um livro: a de sempre achar o filme pior. Mas, por mais que sinta falta de algumas passagens do livro, isso não acontece aqui. Muito pelo contrário, existem certos momentos de extrema tensão no filme que não estavam presentes na obra literária, e o grande responsável por isso foi Alfonso Cuarón. O mexicano, diretor de “E Sua Mãe Também” e "A Pricesinha", teve o mérito de não interpretar literalmente o livro, mas sendo fiel ao espírito do mesmo.
De volta a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Harry Potter (Daniel Radcliffe), Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson) terão que enfrentar problemas muito maiores do que professores possuídos ou câmaras escondidas. Isso tudo porque o fiel seguidor de Vold... quero dizer Você-Sabe-Quem, Sirius Black (Gary Oldman, fenomenal!) fugiu da prisão de Azkaban e tudo leva a crer que agora busca matar Harry. Vou parar por aqui para não estragar nenhuma surpresa, que são muitas, até para quem leu o livro. Com esse papo de não entrar em detalhes já ia me esquecendo: os dementadores, Meu Deus! Os dementadores... Guardas de Azkaban que, além de meter mais medo do que qualquer um dos vilões dos filmes passados, assustam mais do que eles próprios o fazem nos livros. Estes seres são responsáveis pelo tom extremamente sombrio que Alfonso Cuarón deposita no longa.
Além dos atores supracitados, das voltas aos respectivos personagens de Alan Rickman (melhor do que nunca como professor Snape), Robbie Coltrane (Hagrid) e Maggie Smith (professora McGonagall), e de Michael Gambon substituindo o falecido Richard Harris como Dumbledore, “Harry Potter 3” conta com as participações de: David Thewlis, brilhante como o professor Lupin; Emma Thompson, magnífica no papel da professora de Adivinhação Sibila Trelawney; e da veterana Julie Christie, que faz uma ponta como a dona de um bar em Hogsmeade.
Produzido por Chris Columbus (diretor dos dois primeiros filmes; “Harry Potter e a Pedra Filosofal” e “Harry Potter e a Câmara Secreta”), “O Prisioneiro de Azkaban” é sem sobra de dúvida o melhor filme da franquia. Tanto Radcliffe quanto Grint demonstram um extremo amadurecimento, que levou suas performances a beira da perfeição, onde se encontra a de Emma Watson. Devo dizer que estou sim sendo parcial com esta afirmação, afinal Hermione é minha personagem favorita na série e a, digamos, culpa disso é justamente da senhorita Watson, pois como já disse não havia lido os livros antes de assistir os dois primeiros filmes.
Além de contar com brilhantes atuações o longa, cujo orçamento foi de US$ 130 milhões, também encanta nos quesitos técnicos, os cenários mudaram (estão mais bonitos e menos simples), os efeitos especiais melhoraram (destaque para o Hipogrifo 100% digital) e a trilha sonora nunca esteve tão bela (John Williams é nome certo entre os indicados ao Oscar no próximo ano). Outra coisa importante: “Azkaban” é um filme de ação ininterrupta (é claro que se comparado com os anteriores e não com longas de John Woo), ou seja, é direto ao ponto, não gasta tempo com bobeirinhas como Quadribol ou campeonato de Casas.
Resumindo, não deixe de assistir “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, uma adaptação magistral da obra de JK Rowling.

cinema disse...

Adorei o filme, desde a primeira vez que eu vi já fiquei entusiasmada para assistir o próximo. Gostei MUITO!!!!Foi muito bem feito.Quero assistir o próximo(5º) nos cinemas em breve.assistir o filme todo e fiquei muito emocionada. Ass:Kalina.