segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Spartacus: Blood and Sand: balanço da primeira temporada


Antes de tudo você precisa entender que a série abraça de forma literal seu subtítulo. Sangue e areia estão presentes em todos os episódios e de forma bem exagerada. No começo é realmente estranho assistir tanta carnificina com aquele efeito especial constante que foi usado em “300”, mas com o passar das semanas, o sangue que no começo era protagonista, se torna coadjuvante e abre caminho para aquilo que faltava para Spartacus ser uma série de respeito: uma boa trama.

Em treze episódios acompanhamos três arcos que definiram o rumo da temporada onde de inicio vemos Spartacus, um guerreiro livre e apaixonado que cruza caminho com o romano errado e se vê separado da sua esposa e condenado a morte na arena dos gladiadores para o entretenimento do povo. Obviamente que Spartacus surpreende a todos e mata os quatro gladiadores que supostamente seriam seus carrascos, e motivado para encontrar sua amada novamente, ele treina para se tornar um gladiador sob o comando da casa de Batiatus. Aliás, as motivações de Spartacus é que ditam o ritmo da série e os três arcos que mencionei antes. Depois de ter sua esposa morta em seus braços a motivação de vida de Spartacus se torna meramente abraçar seu “destino” de gladiador e mais tarde, quando ele descobre que Batiatus foi o responsável pela morte de sua esposa, o arco final é motivado puramente pela vingança.

Logicamente que nem só de sangue vive Spartacus e tanto a qualidade da trama como os bons personagens, vão se elevando semana após semana. As manobras políticas, ambição, traições, os desejos da carne e toda a depravação que fez da Roma antiga famosa, são bem retratados em Spartacus. Os personagens principalmente são muito bem construídos e você chega a se importar não apenas com o protagonista, mas também com o amigo, o rival, o instrutor, os escravos, a esposa do mestre, o braço direito do mestre, o inimigo do mestre… todos os personagens que aparecem somam para a qualidade da trama e isso prova um pouco que o roteiro não ficou perdido entre sangue, areia e sexo.

Spartacus: Blood and Sand não é uma série para todos. Facilmente leva o título de série mais violenta já feita para a televisão e de início aparenta ser focado apenas na luxuria e na arena romana, mas vale a pena continuar assistindo e acompanhar a evolução do texto e o crescimento dos personagens ao longo da temporada. O último episódio é excelente, não deixa pontas soltas e te faz ficar ansioso pela segunda temporada – que já está confirmada, mas vai atrasar um pouco devido ao tratamento de câncer do protagonista.

No geral, a primeira temporada de Spartacus: Blood and Sand fechou com um saldo muito positivo com a minha presença garantida como espectador da segunda temporada.





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