quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Treze Homens e Um Novo Segredo


Após o sucesso de "Onze Homens e um Segredo" e "Doze Homens e Outro Segredo", Ocean, interpretado por George Clooney, juntamente com os seus comparsas estarão de volta em "Treze Homens e Mais um Segredo". No primeiro longa, o carismático Danny Ocean conseguiu liberdade condicional e, em seguida, já arquitetou um plano que marcaria o roubo mais arriscado de toda a história de Las Vegas. Ele e mais dez amigos, incluindo um expert em cartas (Brad Pitt), um mestre da demolição (Don Cheadle) e um ladrão de carteiras (Matt Damon), planejaram uma missão para assaltar três dos mais populares cassinos de Las Vegas, cujo dono é o inescrupuloso Benedict (Andy Garcia), que tinha um caso com Tess (Julia Roberts), a ex-esposa de Ocean. Já em "Doze Homens e Outro Segredo", após o acontecido no primeiro filme, Benedict decidiu reaparece exigindo que Danny o reembolsasse a quantia roubada com juros, apesar de que o seguro do cassino já tinha coberto isso. Para pagar Benedict, a turma teve que voltar ao mundo dos crimes e arquitetar um plano fantástico para roubar o raríssimo Ovo Fabergé, obra que estava sendo exibida no museu de Roma. De acordo com uma versão do roteiro datada de janeiro deste ano, este terceiro filme mostrará Danny Ocean e seus comparsas se unem novamente para vingar seu velho amigo Reuben Tishkoff (Eliott Gould), que foi enganado por Willie Banks (Al Pacino), magnata dono de um grande cassino em Las Vegas. Desta vez, o plano para quebrar o inimigo consiste em fazer com que cada jogador no cassino de Banks ganhe dinheiro a cada nove minutos. Como eles arquitetam esse esquema é que deve ser a graça do filme.O elenco é um show a parte, contando com atores famosos como George Clooney ("O Pacificador"), Brad Pitt ("Tróia"), Matt Damon ("A Identidade Bourne"), Don Cheadle ("Crash - No Limite"), Andy Garcia ("Confidence - O Golpe Perfeito"), Al Pacino ("Insônia"), entre outros. Dessa vez, Julia Roberts ("Closer - Perto Demais") e Catherine Zeta-Jones ("Chicago) não figurarão a equipe de atores, no entanto, a responsável por trazer a beleza feminina à produção será Ellen Barkin ("Alguém Como Você"). Expectativas em torno da terceira produção não faltam, até já estavam comentando a provável existência de um quarto longa da franquia, fato que foi desmentido pelo diretor Steven Soderbergh durante o festival de Edinburgo. O cineasta acrescentou que "Treze Homens e Mais Um Segredo" está mais voltado para o gênero de comédia, o que acentua mais ainda as curiosidades a respeito do enredo do longa.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

FLAWLESS


O ator britânico Michael Caine (Batman Begins) e a atriz norte-americana Demi Moore (As Panteras - Detonando) protagonizarão uma história cheia de intrigas para assaltar uma joalheria em Londres, ambientada nos anos 1960, informou a Variety.Em Flawless, a ser dirigido pelo britânico Michael Radford, Caine viverá o vigia de uma joalheria britânica, que se asssocia a uma americana, a bela Demi, para realizar um assalto milionário.

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Mr.Brooks


Earl Brooks (Kevin Costner) é um executivo de sucesso, marido e pai exemplar, filantropo generoso. Todos o consideram um pilar em sua comunidade, mas ele esconde um grande segredo: é um serial killer. Seus crimes são conhecidos como sendo do Assassino da Impressão Digital, sendo que ninguém tem idéia de qual seja sua identidade. Apesar de estar afastado do mundo do crime há algum tempo, a compulsão de Brooks em matar volta à tona devido ao seu alter ego (William Hurt), o qual considera ser o verdadeiro assassino. Porém ao realizar mais um assassinato Brooks comete um erro, sendo notado por um fotógrafo curioso (Dane Cook), que passa a chantageá-lo. Este crime também coloca em seu encalço a detetive Tracy Atwood (Demi Moore), que está obcecada em desvendar o caso.

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bobby


O roteiro revisita a noite em que o senador Robert F. Kennedy (1925-1968) foi alvejado e morto no Ambassador Hotel de Los Angeles em junho de 1968, com um tiro na cabeça, disparado pelo palestino Sirhan Bishara Sirhan. Na época, dizia-se que a máfia italiana esteve envolvida no assassinato (assim como também teria feito parte da morte do presidente JFK, irmão mais velho de Bobby, cinco anos antes), mas a história de Estevez se concentra mais em como as vidas de 22 pessoas no hotel, naquela noite, se cruzaram de forma decisiva. O filme vai contra aos panos de fundo dos problemas culturais que intercalam o país no momento como o racismo, diferenças sexuais e de classes. Bobby gerou expectativa em função do seu elenco de peso, com 22 atores. Mas eu não esperava muita coisa do filme, tinha dúvidas sobre ele. E foi exatamente por isso que ele não me decepcionou: o diretor Emilio Estevez me apresentou bem o que eu imaginava. É um filme de altos e baixos, e durante o seu desenvolvimento fica claro que o seu ponto forte não é o roteiro, que é simples é óbvio demais. A força de Bobby reside no seu elenco. Todos têm os seus momentos, e todos merecem atenção. Mas os meus desempenhos favoritos são o de Sharon Stone (uma grata surpresa), Freddy Rodriguez (simplesmente ótimo, em um papel muito marecido com o seu Rico de Six Feet Under), Demi Moore e Helesn Hunt. As não-indicações do filme por desempenho foram merecidas, já que vamos nos lembrar muito mais do conjunto de atores do que alguém em especial. Mas Bobby é apenas bom, sem grandes momentos, tudo morno e linear (com exceção das cenas finais, brilhantes). Eu sempre reclamo da superficialidade dos filmes que contam diversas histórias, porque sempre acabam dividindo mal os tempos de cada história (Magnólia e Babel se salvam), mas essa impressão não aparece nesse filme, já que todas as histórias são contadas igualmente, com a mesma intensidade e duração. O problema é que não temos grandes acontecimentos ou problemas. E é extamente por isso que o filme não vai além. A qualidade fica inteiramente entregue ao talento do elenco. Destaque para a canção Never Gonna Break My Faith.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Maria Antonieta


A família real é hostilizada pelos revolucionários

Kirsten Dunst como Maria Antonieta


Maria Antonieta e suas amigas da corte francesa passeiam nos jardins de Versalhes



O casal real Maria Antonieta (Kirsten Dunst) e Luis 16 (Jason Schwartzman)










Maria Antonieta e cortesãs






Maria Antonieta (Kirsten Dunst) se diverte no palácio de Versalhes







Os reis franceses Luis 16 (Jason Schwartzman) e Maria Antonieta (Kirsten Dunst)


















Filmes sobre figuras históricas são difíceis de serem feitos. Geralmente, o cineasta escolhe por fazer cinebiografias baseadas nos livros já produzidos sobre estes personagens. Este não foi o caminho escolhido por Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) para a construção de Maria Antonieta. Por isso, a cineasta foi motivo de duras críticas em seu terceiro longa-metragem. Neste caso, é importante ter em mente qual foi o caminho traçado pela diretora em seu terceiro filme para que a produção seja compreendida da forma como deve ser. Maria Antonieta não funciona como registro histórico, mas sim como uma forma de se compreender de uma forma mais humana, digamos, a figura que dá nome ao longa.Nascida na Áustria em 1755, Maria Antonieta (Kirsten Dunst, voltando a trabalhar com a diretora depois de As Virgens Suicidas) casou-se com o delfim francês Luís (Jason Schwartzman) como parte de um acordo político entre as duas nações. Numa época em que casamentos são considerados tratos políticos, ela se torna a futura rainha da França aos 15 anos. Filmes sobre figuras históricas são difíceis de serem feitos. Geralmente, o cineasta escolhe por fazer cinebiografias baseadas nos livros já produzidos sobre estes personagens. Este não foi o caminho escolhido por Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) para a construção de Maria Antonieta. Por isso, a cineasta foi motivo de duras críticas em seu terceiro longa-metragem. Neste caso, é importante ter em mente qual foi o caminho traçado pela diretora em seu terceiro filme para que a produção seja compreendida da forma como deve ser. Maria Antonieta não funciona como registro histórico, mas sim como uma forma de se compreender de uma forma mais humana, digamos, a figura que dá nome ao longa.Nascida na Áustria em 1755, Maria Antonieta (Kirsten Dunst, voltando a trabalhar com a diretora depois de As Virgens Suicidas) casou-se com o delfim francês Luís (Jason Schwartzman) como parte de um acordo político entre as duas nações. Numa época em que casamentos são considerados tratos políticos, ela se torna a futura rainha da França aos 15 anos. Maria Antonieta acompanha a nova vida da protagonista em meio à nobreza francesa, aos injustificados protocolos reais e ao luxo dentro do Palácio de Versalhes. O filme a retrata como uma jovem sem interesses políticos numa França às vésperas da Revolução Francesa. Interessada somente em jóias, festas e na boa vida no seio da monarquia, Maria Antonieta nunca foi muito popular em sua época. Mas o filme não a transforma em vilã, muito pelo contrário: Sofia Coppola - também autora do roteiro - a retrata como uma jovem deslocada, entediada e pressionada por conta do casamento. Mais do que uma nobre, a Maria Antonieta é uma jovem que não se encaixa, assim como as protagonistas dos outros filmes de Sofia, que, em seu terceiro longa-metragem, é capaz de delinear muito bem que tipo de cinema ela pretende fazer em sua carreira; ela quer contar histórias sobre mulheres que não estão confortáveis em suas posições, sejam elas adolescentes suburbanas ou nobres européias. A diretora joga suas luzes sobre as fraquezas dos monarcas franceses que protagonizam o filme e é preciso admitir que ela teve coragem ao escolher esse tipo de abordagem nesta produção.Esteticamente, Maria Antonieta carrega todo o glamour burocrático da coroa francesa. O figurino, ganhador do Oscar nesta categoria, é um espetáculo e conta com sapatos desenhados exclusivamente por Manolo Blahnik, um dos mais adorados designers de sapatos dentro da alta costura. Essa preocupação da diretora com o figurino do filme é reflexo direto da reputação da rainha que, em plena França pré-revolucionária, passava muitos dos seus dias preocupando-se com roupas. A situação política do país na época pouco interessa a Maria Antonieta - filme e personagem; o longa-metragem se propõe a fazer um lúdico retrato da jovem vienense. Por isso, seu roteiro dá singelas pinceladas na ebulição social que vinha acontecendo na França durante o mandato de Luís XV. Além das roupas, também impressionam em Maria Antonieta os cenários. Afinal, grande parte das cenas foi filmada no Palácio de Versalhes, onde a protagonista morou em boa parte de sua vida.Claro que, como os filmes anteriores da cineasta, a trilha sonora é caprichada. Inclusive, as músicas exercem papel fundamental para dar tom aos acontecimentos na vida da protagonista. Fugindo de canções de época, Sofia pontua mais ainda o tom moderno nesta produção desde a abertura da produção ao som de Natural’s Not In It, da banda pós-punk Gang Of Four. Air, The Strokes, Radio Dept. e Aphex Twin são outros nomes musicais que aparecem nesta trilha, provando que a cineasta também dá atenção redobrada à música em seus filmes.Se você aprecia os trabalhos anteriores de Sofia Coppola, certamente entenderá suas intenções nesta nova produção. Talvez escolher uma figura tão emblemática como Maria Antonieta para esta superprodução tenha sido um passo grande demais para a diretora, mas ela consegue muito bem adequar seu estilo à história da rainha francesa. Maria Antonieta não é simplesmente uma cinebiografia, mas, principalmente, a história da personagem sob o olhar tão particular da cineasta.acompanha a nova vida da protagonista em meio à nobreza francesa, aos injustificados protocolos reais e ao luxo dentro do Palácio de Versalhes. O filme a retrata como uma jovem sem interesses políticos numa França às vésperas da Revolução Francesa. Interessada somente em jóias, festas e na boa vida no seio da monarquia, Maria Antonieta nunca foi muito popular em sua época. Mas o filme não a transforma em vilã, muito pelo contrário: Sofia Coppola - também autora do roteiro - a retrata como uma jovem deslocada, entediada e pressionada por conta do casamento. Mais do que uma nobre, a Maria Antonieta é uma jovem que não se encaixa, assim como as protagonistas dos outros filmes de Sofia, que, em seu terceiro longa-metragem, é capaz de delinear muito bem que tipo de cinema ela pretende fazer em sua carreira; ela quer contar histórias sobre mulheres que não estão confortáveis em suas posições, sejam elas adolescentes suburbanas ou nobres européias. A diretora joga suas luzes sobre as fraquezas dos monarcas franceses que protagonizam o filme e é preciso admitir que ela teve coragem ao escolher esse tipo de abordagem nesta produção.Esteticamente, Maria Antonieta carrega todo o glamour burocrático da coroa francesa. O figurino, ganhador do Oscar nesta categoria, é um espetáculo e conta com sapatos desenhados exclusivamente por Manolo Blahnik, um dos mais adorados designers de sapatos dentro da alta costura. Essa preocupação da diretora com o figurino do filme é reflexo direto da reputação da rainha que, em plena França pré-revolucionária, passava muitos dos seus dias preocupando-se com roupas. A situação política do país na época pouco interessa a Maria Antonieta - filme e personagem; o longa-metragem se propõe a fazer um lúdico retrato da jovem vienense. Por isso, seu roteiro dá singelas pinceladas na ebulição social que vinha acontecendo na França durante o mandato de Luís XV. Além das roupas, também impressionam em Maria Antonieta os cenários. Afinal, grande parte das cenas foi filmada no Palácio de Versalhes, onde a protagonista morou em boa parte de sua vida.Claro que, como os filmes anteriores da cineasta, a trilha sonora é caprichada. Inclusive, as músicas exercem papel fundamental para dar tom aos acontecimentos na vida da protagonista. Fugindo de canções de época, Sofia pontua mais ainda o tom moderno nesta produção desde a abertura da produção ao som de Natural’s Not In It, da banda pós-punk Gang Of Four. Air, The Strokes, Radio Dept. e Aphex Twin são outros nomes musicais que aparecem nesta trilha, provando que a cineasta também dá atenção redobrada à música em seus filmes.Se você aprecia os trabalhos anteriores de Sofia Coppola, certamente entenderá suas intenções nesta nova produção. Talvez escolher uma figura tão emblemática como Maria Antonieta para esta superprodução tenha sido um passo grande demais para a diretora, mas ela consegue muito bem adequar seu estilo à história da rainha francesa. Maria Antonieta não é simplesmente uma cinebiografia, mas, principalmente, a história da personagem sob o olhar tão particular da cineasta.

Miss Potter


Beatrix Potter (Renée Zellwegger) e Norman Warne (Ewan McGregor), amantes platônicos




Millie Warne (Emily Watson), amiga de Beatrix, e o irmão Norman Warne (Ewan McGregor)



Renée Zellwegger como a escritora de livros infantis inglesa Beatrix Potter




O editor Norman Warde (Ewan McGregor) e a escritora Beatrix Potter (Renée Zellweger)





Ewan McGregor é o editor Norman Warne, mentor de Beatrix Potter, por quem ela se apaixona














Romances são uma constante nas telas do cinema, assim como cinebiografias e filmes de fantasia. A história de "Miss Potter" contém todos esses elementos, em maior ou em menor grau. Contando a fascinante história de Helen Beatrix Potter (chamada de Beatrix, já que sua mãe também se chamava Helen), autora inglesa nascida em 28 de julho de 1866, no auge da romântica era Vitoriana, que era uma mulher um tanto quanto... peculiar. Bastante tímida, não tinha muitos amigos e sua capacidade de se relacionar com outros era bastante limitada, algo que o meio social em que vivia, rodeada de burgueses esnobes, realmente não ajudava. Porém ela quebrou barreiras - e não só de best sellers - se engajando em causas políticas a favor da ecologia, tema recorrente em suas obras infantis. Uma personalidade dessas era candidata óbvia a ter sua vida contada no cinema. Vivida na tela pela americana Reneé Zellweger (repetindo seu sotaque inglês de "O Diário de Bridget Jones"), vemos que Beatrix não é muito feliz no amor, rejeitando todos os pretendentes que seus pais, ricos em busca de se posicionarem bem socialmente, lhe apresentam. Se encontrando, por falta de termo melhor, encalhada (e bastante confortável com isso), a única paixão de Beatrix são seus textos e seus desenhos que ela vê como seus amigos (inclusive interagindo, até certo ponto, com eles). Acompanhada pela idosa Srta. Wiggin (Matyelok Gibbs, responsável por muitos dos momentos cômicos do filme), ela percorre todas as editoras de Londres tentando ter seu livro, "Peter Rabbit", publicado, sem sucesso. Por um golpe do destino, sua obra encontra guarita na editora dos irmãos Harold e Fruing Warne (Anton Lesser e David Bamber, respectivamente) que consideram o projeto fadado ao fracasso, mas o aceitam para dar a seu irmão caçula, Norman (Ewan McGregor, de "Peixe Grande"), algo o que fazer na empresa da família. Ansiosos para provarem seus talentos, Beatrix e Norman se empenham na produção do livro, que vira um sucesso, levando Beatrix a escrever mais obras. Com o tempo que passam juntos na produção dos livros, os dois e a também irm'a solteira de Norman, Millie (Emily Watson, de "Dragão Vermelho"), acabam por se aproximarem e o editor e a Srta. Potter acabam por se apaixonarem, algo que não é bem visto pelos pais dela. A partir daí, muitos incidentes acontecem na relação deles dois, inclusive um extremamente trágico e súbito, colocando Beatrix em um caminho bastante inesperado. O filme concede a seus personagens um senso de bondade inerente que é quase inebriante. Tomemos por exemplo os pais de Beatrix, Rupert e Helen Potter (Bill Paterson e Barbara Flynn). Se eles não concordam com o romance é porque, do ponto de vista deles, estão fazendo o que é melhor para sua filha (principalmente o pai de nossa protagonista), e em nenhum momento, eles transparecem como figura antipáticas para a audiência, por mais que o filme tente antagonizar Helen Potter. Aliás, os únicos personagens um tanto quanto mesquinhos no filme são grandes burgueses como os irmãos de Norman e Millie e o dono da incorporadora, que só é visto no final da produção. Nesse novo universo cinematográfico repleto de personagens cínicos e violentos, é bom apreciar um filme com personagens assim. Além disso, as intervenções animadas dos desenhos de Beatrix, que só interagem com ela, conseguem externar os sentimentos da autora sem pieguismo em excesso. Aliás, o melodrama excessivo é uma armadilha que o filme podia cair facilmente em seu terceiro ato, mas ainda bem que consegue evitar. O elenco possui atuações homogêneas. A texana Zellweger se sai muito bem como a inglesa Beatrix, um trabalho mais complicado que a outra personagem britânica da atriz, Bridget Jones, já que, enquanto esta era sua contemporânea, compartilhando algumas manias e tiques da mulher moderna, Potter vivia em uma época diferente, regada pelo conservadorismo e era uma pessoa real e adoravelmente peculiar e Zellweger consegue retratar muito bem tais características. Ewan McGregor encarna um verdadeiro "gentleman" no sentido clássico da palavra, conferindo a seu Norman Warne o aspecto correto de um apaixonado da era vitoriana, lidando com várias normas de etiqueta (mas sempre dando um jeitinho de passar por elas, em nome do amor). Repetindo a ótima química que tiveram no razoável "Abaixo o Amor", toda vez que os personagens de McGregor e Zellweger entram em cena os atores deixam transparecer o que seus personagens sentem e entendemos tais sentimentos, o que é fundamental para um romance. Emily Watson faz muito bem seu papel de Millie Warne, mostrando a alegre excentricidade de sua personagem e sua sincera amizade com Beatrix (o primeiro encontro das duas já vale o filme). O restante do elenco, oriundo basicamente de produções de TV inglesas, mantém o nível de atuação, mas ressalto o trabalho de Barbara Flynn (sua Helen Potter tem ótimas cenas junto a personagem título do filme) e Matyelok Gibbs (que se destaca toda vez que sua personagem, a Srta Wiggin, aparece). O diretor Chris Noonan, sumido desde seu ótimo "Babe - Um Porquinho Atrapalhado", leva o filme (acertadamente) com um tom mais leve, não ousando em seus enquadramentos e em suas tomadas, e sendo bastante cuidadoso nas curtas intervenções de animação do filme, provando ter sido uma boa escolha para capitanear esta produção. O belíssimo trabalho da equipe de figurinos (liderada por John Bright, de "Piratas do Caribe", e Anthony Powell, de "Indiana Jones e a Última Cruzada") e da direção de arte (chefiada por Grant Armstrong e Mark Raggett, que trabalharam juntos em "Closer - Perto Demais"), além dos ótimos sets de Tina Jones (de "A Rainha") nos transportam para a Inglaterra do início do século passado, ajudando a transmitir o clima que o roteiro de Richard Maltby Jr. (estreante no cinema, mas veterano de musicais da Broadway) queria passar. Um filme desprentensioso que consegue divertir e sensibilizar, "Miss Potter" parece ter sido feito com bastante carinho por sua equipe de produção. Vale a pena acompanhar essa romantização da vida de Beatirx Potter e conferir o porquê de ela ser tão querida pelos ingleses.

Atirador
















Indicado ao Oscar de ator coadjuvante por seu trabalho em "Os Infiltrados", Mark Wahlberg volta a estrelar um filme de ação em "Atirador".Wahlberg entra na pele de Bob Lee Swagger, um atirador de elite do Exército americano que desistiu da vida militar depois de ser abandonado em ação e ver seu parceiro morto numa operação clandestina das tropas americanas na Etiópia.Refugiado numa casa no alto das montanhas do Wyoming, tendo por única companhia seu cachorro, um dia Lee recebe a visita do coronel Isaac Johnson (Danny Glover). O coronel revela ter informações de que há um plano para matar o presidente dos EUA em sua próxima viagem por três cidades do país e que o assassino será alguém habilitado a dar um tiro de longa distância.Como esse tipo de tiro é, justamente, a especialidade de Bob Lee, Johnson pede que reconsidere seu afastamento, juntando-se ao serviço secreto para impedir o atentado. Depois de uma curta hesitação, o atirador decide voltar à ativa. Ele visita as cidades no roteiro de viagem da comitiva presidencial, observa as condições de seu trajeto e monta um plano de defesa.Lee só não contava com um detalhe -- que estivesse sendo usado por um dos setores de inteligência do governo, que trabalham com uma agenda secreta e o usam como bode expiatório quando o atentado acontece, matando não o presidente, mas um arcebispo etíope que visitava os EUA.O plano de Johnson era matar também Lee e culpá-lo pela morte do religioso. Mas o jovem militar, que foi altamente treinado, consegue escapar, mesmo depois de levar dois tiros. E o filme se transforma na frenética caçada das forças policiais atrás do fugitivo, que pode contar com bem poucos aliados. Um deles é o agente do FBI Nick Memphis (Michael Peña), que desconfia da versão oficial do crime e vai descobrindo detalhes da trama secreta.Baseado no livro de Stephen Hunter e com roteiro de Jonathan Lemkin, o filme cria uma visão de mundo bem pessimista, em que os donos do poder são um pequeno grupo que age nos subterrâneos da lei e é comandado por ninguém menos do que um senador (Ned Beatty).Aos 35 anos (ele completa 36 em junho), Mark Wahlberg desfruta do prestígio de ser um dos atores mais requisitados de sua geração, atuando em filmes de ação, como o recente "Uma Saída de Mestre", além do premiado "Os Infiltrados" -- onde contracenou novamente com Leonardo DiCaprio, seu parceiro em "Diários de um Adolescente" (1995).

domingo, 19 de agosto de 2007

Falcão Negro em Perigo


Durante a Guerra Civil da Somália, em 1993, alguns soldados norte-americanos deveriam executar a simples missão de capturar dois generais. Só que essa tarefa, que deveria durar apenas uma hora, transforma-se em uma verdadeira chacina de horas e horas, porque os dois helicópteros são abatidos pelas tropas locais. Vencedor do Oscar de Melhor Som e Melhor Edição.

Roubando Vidas


Uma competente agente especial do FBI (Angelina Jolie) utiliza métodos nada convencionais para capturar seus criminosos. Ela é convocada para prender um serial killer que há 20 anos mata as pessoas e, possivelmente, assume suas identidades. Porém, quando a fechada e solitária moça começa a sentir algo a mais por um protegido seu, começa a duvidar de seus sentidos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Constantine


John Constantine (Keanu Reeves) é um experiente ocultista e exorcista, que literalmente chegou ao inferno. Juntamente com Angela Dodson (Rachel Weisz), uma policial cética, ele investiga o misterioso assassinato da irmã gêmea dela, Isabel. As investigações levam a dupla a um mundo sombrio, em que precisam lidar com demônios e anjos malvados.

Círculo de Fogo


Vasily Zaitsev (Jude Law) é um jovem atirador russo que, convencido por um companheiro político (Joseph Fiennes), torna-se o ícone da propaganda russa em plena 2ª Guerra Mundial. A fama de Vasily o torna uma lenda viva para o exército russo e desperta também a atenção do exército nazista, que envia seu melhor atirador de elite (Ed Harris) com o objetivo de matar aquele que se tornou a esperança de toda a Rússia.

Pearl Harbor


Pouco antes do bombardeio japonês em Pearl Harbor, dois amigos que são como irmãos um para o outro se envolvem de maneira distinta nos eventos que fazem com que os Estados Unidos entrem na 2ª Guerra Mundial. Enquanto que Rafe (Ben Affleck) se apaixona pela enfermeira Evelyn (Kate Beckinsale) e decide se alistar na força americana que lutará na 2ª Guerra Mundial, em Londres, Danny (Josh Hartnett) torna-se piloto da Força Aérea dos Estados Unidos e permanece no país. Após a notícia de que Rafe morrera em um dos combates que travava contra os alemães, Danny e Evelyn se aproximam e terminam se apaixonando.

Gladiador


Nos dias finais do reinado de Marcus Aurelius (Richard Harris), o imperador desperta a ira de seu filho Commodus (Joaquin Phoenix) ao tornar pública sua predileção em deixar o trono para Maximus (Russell Crowe), o comandante do exército romano. Sedento pelo poder, Commodus mata seu pai, assume a coroa e ordena a morte de Maximus, que consegue fugir antes de ser pego e passa a se esconder sob a identidade de um escravo e gladiador do Império Romano.


Premiações- Ganhou 5 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Russell Crowe), Melhores Efeitos Especiais, Melhor Figurino e Melhor Som. Foi ainda indicado em outras 7 categorias: Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Joaquin Phoenix), Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora.- Ganhou 2 Globos de Ouro: Melhor Filme - Drama e Melhor Trilha Sonora, além de ter sido indicado em outras 3 categorias: Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Russell Crowe) e Melhor Ator Coadjuvante (Joaquin Phoenix).

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

SUNSHINE - ALERTA SOLAR


Sinopse: A dupla Danny Boyle e Alex Garland volta a trabalhar, seguindo o sucesso de "Extermínio". "Sunshine", novo roteiro de Garland, foi comprado pela Fox Searchlight, e tem a direção de Boyle. A história é apontada como na mesma linha de "The Wages of Fear", clássico de 1953 do francês Henri-Georges Clouzot. Nesse longa, era mostrada a aventura de um grupo que deve transportar explosivos sem os equipamentos necessários. Agora, uma missão similar é realizada no espaço. Na trama de "Sunshine", o Sol está desaparecendo e a humanidade está prestes a acabar junto com ele. Nossa última esperança é uma espaçonave com uma tripulação de oito pessoas. Eles transportam um aparelho capaz de injetar nova vida no astro-rei. Mas no meio da viagem eles se vêem impossibilitados de contactar a Terra, e a missão está destinada ao fracasso. Sete anos mais tarde, outra equipe é enviada ao Sol com o mesmo objetivo, carregando a responsabilidade de ser a última esperança do planeta. Logo a tripulação estará lutando não apenas pela sobrevivência, mas para manter a sanidade. No elenco estão nomes como Michelle Yeoh ("O Tigre e o Dragão"), Chris Evans (o Tocha Humana de "Quarteto Fantástico") e Cillian Murphy (o Espantalho de "Batman Begins", que já trabalhou com Boyle em "Extermínio"), Rose Byrne ("Tróia"), Cliff Curtis ("A Encantadora de Baleias"), Troy Garity ("Ladrão de Diamantes"), Hiroyuki Sanada ("O Último Samurai") e Benedict Wong ("Coisas Belas e Sujas"). O orçamento de "Sunshine" ficou entre US$ 40 e US$ 45 milhões.

ESCRITORES DA LIBERDADE


O projeto é baseado no livro "The Freedom Writer's Diaries: How a Teacher and 150 Teens Used Writing to Change Themselves and the World Around Them" (algo como "O Diário dos Escritores da Liberdade: Como uma Professora e 150 Adolescentes Usaram a Escrita para Mudá-los e o Mundo ao seu Redor") escrito pela professora do ensino médio Erin Gruwell e seus alunos. No livro, Gruwell e seus alunos que eram consideráveis impossíveis de alguém ensiná-los algo, saem uma odisséia que mudará suas vidas, abrirá seus olhos para o mundo e os fará crescer em espírito, contra a ignorância, a incompreensão, e as forças negativas em suas vidas. O filme se passa em um período em que estourava nas ruas a guerra interracional americana, onde para os jovens da classe de Gruwell, conseguir sobreviver o dia a dia da guerra entre as raças no meio da rua, já era um feito muito grande. E é a partir do respeito e a forma de tratar os alunos como nenhum outro professor havia tratado, ou seja, escutando-os como adultos que estavam se formando, que ela conquista um a um. Começando pelo estudo do livro "O Diário de Anne Frank" e o Holocausto, os "Freedom Writers" saem em busca de heróis pelo mundo. Enquanto escrevem seus projetos, os alunos saem em busca de se tornarem eles mesmo esses heróis. E pela primeira vez eles poderão experimentar a esperança de que talvez eles possuam a chance de mostrar ao mundo que suas vidas também fazem o diferencial e que eles possuem algo a dizer ao mundo.

O SEGREDO DE BERLIM


Sinopse: A história se passa nas ruínas de Berlim, no período pós 2ª Guerra Mundial, onde George Clooney é o jornalista correspondente do exército americanos Jake Geismar, que foi enviado para fazer a cobertura da reunião da alta cúpula dos Aliados. O tal evento trará a decisão e divisão de capitalistas e comunistas na Alemanha, que saiu derrotada da guerra. Ao mesmo tempo, Geismar tenta encontrar seu grande amor perdido, Lena Brandt (Cate Blanchett). Ao encontrá-la, descobre que Lena está casada e seu marido está desaparecido. Tal fato é motivo de uma caçada por parte dos dois exércitos (americano e Russo) atrás do homem. Intrigado, Geismar resolve ajudá-la. No entanto, o repórter acaba se envolvendo em uma trama extremamente misteriosa após o aparecimento de um soldado americano morto em áreas russas. Tobey Maguire atuará como o soldado americano Tully, que foi desiginado para escoltar Geismar pela Alemanha e que suas conexões com o mercado negro, poderá ser de ajuda na procura do marido de Lena. O roteiro ficou nas mãos de Paul Attanasio (responsável pelo obscuro "Donnie Brasco"), que baseou-se no romance já traduzido para o português de Joseph Kanon, com o nome de "O Bom Alemão: Uma História de Amor na Segunda Guerra". Na parte da produção, a responsabilidade ficou por conta da Section Eight, produtora de George Clooney e Steven Soderbergh, como um dos últimos trabalhos da parceria dos dois, já que eles já fecharam as portas da produtora.

A PELE


Baseado no livro "Diane Arbus: A Biography", escrito por Patricia Bosworth, o filme explora a transformação de uma mulher tímida em uma das mais poderosas e originais artistas mundiais. Ele conta a história de Diane Arbus (Nicole Kidman), conhecida por ser uma das mais famosas fotógrafas em nível mundial. A princípio, Arbus será vista como uma esposa e mãe devotada cujos talentos inatos e obsessões sombrias encontram-se constantemente em conflito com a vida convencional que leva em 1958, na cidade de Nova York. Ainda no filme, Diane conhece um misterioso homem que será responsável por ajudá-la na sua transformação na artista que ela deveria ser. O longa, não só acompanha a vida da fotógrafa pelo aspecto profissional, como também aborda um pouco do romance que ela manteve com Lionel, humanizando, assim, esta que é uma das maiores personalidades dos últimos anos. Ela, através de suas fotos, durante muito tempo, foi responsável por transportar as pessoas a um mundo estranho e envolvente. Com a ajuda de Diane, a arte da fotografia foi mudada através de técnicas radicais e a idéia repassada de que a situação fotografada através das lentes, de fato, importa. No elenco, Nicole Kidman, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz por seu papel em "As Horas", volta a figurar uma cinebiografia, aumentando, assim, o possível sucesso que o filme poderá vir a ter. Além da famosa atriz, Robert Downey Jr. ("Beijos e Tiros") interpretará o homem enigmático responsável por ajudar Arbus em sua transformação em uma das maiores fotógrafas de todos os tempos. Ty Burrell ("Em Boa Companhia") viverá Allan, o marido de Diane. A direção ficou a cargo de Steven Shainberg, diretor da revelação independente "Secretária". "Fur" é um dos dramas mais esperados de 2006 e promete levar inúmeros espectadores às salas de cinema.

ALPHA DOG


com Bruce Willis, Emile Hirsch, Sharon Stone e Justin Timberlake no elenco.


SinopseJohnny Truelove (Emile Hirsch) é um traficante de drogas de 2ª categoria em uma região confortável em San Gabriel Valley, em Los Angeles. Johnny e seus amigos vivem isolados em uma vida suburbana e, com muito tempo livre, levam a vida em busca de festas e emoções fortes. Quando Jake Mazursky (Ben Foster) não consegue o dinheiro que deve a Johnny, ele decide sequestrar Zack (Anton Yelchin), o irmão mais novo de Jake. Rumo a Palm Springs, Johnny e sua gangue decidem manter Zack como garantia e passam a levá-lo para festas, deixando-o sob responsabilidade de Frankie Ballenbacher (Justin Timberlake). Logo Zack passa a viver uma fantasia de verão, já que está afastado dos pais e rodeado de bebidas, garotas e novas experiências. Ao mesmo tempo ele se torna um companheiro de Johnny e sua gangue, que deixam de vê-lo como um refém.

Premonições


Linda Hanson (Sandra Bullock) é uma mulher suburbana que um dia é avisada que seu marido, Jim (Julian McMahon), morreu em um terrível desastre automobilístico. Porém, ao acordar no dia seguinte, tudo está perfeitamente normal em sua vida e Jim está vivo. A única diferença é que Bridgette (Courtney Taylor Burness), sua filha mais velha, está com cicatrizes horríveis no rosto, que Linda não tem a menor idéia de como surgiram. Sem entender o que está acontecendo, Linda começa a pôr em dúvida sua própria sanidade mental.

Hollywoodland - Bastidores da Fama


16 de junho de 1959. O ator George Reeves (Ben Affleck), mais conhecido como o protagonista da série de TV "As Aventuras do Super-Homem", comete suicídio. O ato ocorreu no quarto de Reeves, deixando sua namorada, a aspirante a atriz Leonore Lemmon (Robin Tunney), e milhões de jovens fãs boquiabertos. Helen Bessolo (Lois Smith), a mãe de Reeves, não se conforma com a possibilidade de que seu filho tenha se suicidado e contrata o detetive Louis Simo (Adrien Brody), que tem por missão provar que o caso na verdade foi de assassinato. Simo passa a investigar Reeves, descobrindo seu antigo caso com Toni Mannix (Diane Lane), esposa de um poderoso executivo do estúdio MGM.